Secretário apresenta avanços e dificuldades do programa Feira Verde na CMPG

por Ana Claudia Ferreira Gambassi publicado 30/03/2026 17h29, última modificação 30/03/2026 17h29
Programa atende milhares de famílias em Ponta Grossa, mas enfrenta problemas de infraestrutura

Na sessão desta segunda-feira (30), a Câmara Municipal de Ponta Grossa, recebeu o Secretário Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Ponta Grossa, Izaltino Cordeiro dos Santos, que apresentou dados sobre a expansão e dificuldades do programa Feira Verde. 

O Programa Feira Verde, desenvolvido pela Prefeitura de Ponta Grossa, passou por uma expansão significativa nos últimos anos, ampliando o número de pontos de distribuição e o atendimento à população. No entanto, o crescimento também trouxe desafios, especialmente relacionados à estrutura do local de armazenamento dos produtos,  “Não encontramos projeto arquitetônico que preparasse o local para essa finalidade”, afirmou o secretário. 

Atualmente, o programa recebe cerca de 110 toneladas de alimentos, com predominância de produtos oriundos do atacado (entre 60% e 65%). A meta da gestão é inverter essa proporção, priorizando a agricultura familiar, que hoje representa 35% a 40% do volume. Além de ampliar contratos, o valor pago aos produtores também dobrou, saindo de R$ 20 mil para R$ 40 mil, como forma de incentivar a produção local. 

Outro ponto abordado foi o índice de perdas, que variam entre 3% e 5% do total recebido. De acordo com o secretário, os produtos mais afetados são os provenientes do atacado, como frutas e hortaliças mais perecíveis. Já os itens da agricultura familiar apresentam menor índice de desperdício, cerca de 1,5%. “Nosso objetivo é ampliar a participação desses produtores, o que também contribui para reduzir perdas”, destacou Izaltino. 

O secretário concluiu que a pasta está ciente das limitações e já adotou medidas, como instalações de câmeras de segurança e solicitação de reforço na vigilância sobre as questões de pragas. Também estão em estudo melhorias na infraestrutura, incluindo refrigeração para os caminhões. “A Secretaria da Agricultura não está se negando às demandas que aparecem”, conclui o secretário.